Assim falou Melquisedec

O Povo Hebreu apresentou ao mundo uma nova crença. Em um único Deus e tendo como sagrado um livro, a palavra em ação, o verbo.

No livro não havia a história de Deus, mas a história do povo eleito por Deus. Uma história da aceitação incondicional da vontade de Deus, inaugurada por Abraão, o patriarca da nova religião. A vontade de Deus era mediada pela palavra do profeta de cada época. A desobediência era punida por severas penas, dentre elas o exílio.

Moisés trouxe o povo hebreu do exilio no Egito e com isso formulou a base do mosaísmo (fundamento do Livro Sagrado) e nele a ressignificação da páscoa (festa da primavera de pastores nômades), transformada em memorial de sua saída do Egito (do despertar, da libertação, salvação).

Há dois mil anos atrás uma nova escravidão se abateu sobre o povo hebreu, a Paz Romana. E a Religião do Livro se fragmentou em várias seitas, ou denominações. Dentre tantas surgiu a Religião do Caminho, do Nazareno, dentro da tradição messiânica, o Messias estava entre eles. E trouxe como único cordeiro sacrifical o próprio corpo. O reino da paz não era o de Roma, mas sim de outro mundo.

Os doutores da Lei (do Livro Sagrado) temendo a fúria de Roma, o levaram ao julgamento de um representante da mesma. Este o condenou à morte.

No Domingo uma discípula o viu renascido no Amor e testemunhou a nova páscoa. A páscoa do cordeiro de Deus.

A seita hebraica do Caminho não renovou a Religião dos Hebreus, e nem o Judaísmo atual. Todavia, fundamentou a base de uma nova religião, esta universal. A páscoa, a libertação da dor, a salvação, o despertar, não é apenas para o povo eleito, mas sim é oferecida a toda humanidade.

É para você que rejeita a violência como o caminho da paz. É para você que possui empatia com a dor do outro. É para você que não vê no outro um estranho, um diferente. Vê no outro apenas uma manifestação do Pai, semelhante a você. E ama o semelhante como a si mesmo. E assim, todos somos filhos de um Pai Único, somos filhos de Deus, no testemunho de Jesus, o Nazareno (filho do Homem), o Cristo (filho de Deus). 

Somos irmão de Jesus, somos finitos e somos eternos, somos luzes no mundo, somos estrelas do cosmo, na Páscoa de Jesus.

Que o Cristo vivo esteja entre nós.

Hiran de Melo – maçom, instalado como mestre da Ordem.

Vale do Mirante, na Sexta-feira Santa, do ano de 2023 da Revelação que somos filhos de Deus.


Comentários

  1. Belíssimo texto irmão. Excelente para o momento. Precisamos refletir sobre a nossa postura no universo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog