Lições do Cotidiano – Capítulo 12 Relatividade da paixão e o absoluto do amor Chegando à porta do paraíso, o bem-amado se depara com uma questão crucial: o amor é absoluto ou relativo? Afinal, o amor é a mais sublime manifestação da divindade, como afirma o apóstolo João: 'Deus é amor'. Entretanto, a questão não é tão simples assim. A divindade se manifesta de três formas: como criador, criatura e na relação entre ambos. Essa mesma trindade se reflete na relação entre o bem-amado e a bem-amada. Na primeira trindade, o Amor é absoluto e infinito, transcendendo qualquer medida ou limite temporal. O amor divino é uma fonte inesgotável, que se multiplica com a doação. Na segunda trindade, o amor parece ser mais relativo, dependendo da presença e da vontade dos amantes. A relação entre os amantes, por sua vez, é frágil e pode ser interrompida a qualquer momento. Enquanto o amor divino é eterno e incondicional, o amor humano é frequentemente condi...