Utopia
Subjacente – Capítulo 3
Viver
é o mais que preciso
Tenho
alguns amigos e amigas que, passando por momentos difíceis na vida, me pedem
ajuda. Tenho consciência de que não há fórmula pronta, nem gabarito para
resolver problemas existenciais. Entretanto, considero interessante o
testemunho de quem passou por momentos assim, os quais foram aceitos como
condição para serem superados.
Momentos
que deixaram, não só lembranças de uma imensa dor, mas também fortaleceram a
pessoa que testemunha e anuncia a vida como algo que vale a pena ser, do jeito
que for.
Na
vida, viver plenamente quase sempre consiste em enfrentar e superar desafios.
Como alguém que já enfrentou muitos desafios, compartilho minha experiência na
esperança de que possa guiar outros em sua jornada.
Naufraguei
em tantos oceanos que perdi a conta. Mas, como o oceano é imenso, possa ser que
eu tenha sido náufrago por diversas vezes em um mesmo oceano.
Embora
tenha encontrado refúgios em minhas jornadas, esses momentos de tranquilidade
eram apenas ilhas passageiras no imenso oceano da vida.
Quem
sabe se esta falta de certeza não tenha sido a razão de novos retornos aos
oceanos, e assim, o ciclo se repete? Afinal, sentimos essa sensação de
naufrágio quando experimentamos grandes rupturas em nossas relações, quando
percebemos que o caminho escolhido não nos leva a lugar algum ou quando somos
confrontados com perdas significativas.
Nesses
momentos, tem-se a impressão de que a vida perdeu o sentido. Nada nos faz
sentir melhor. O cantar dos pássaros parece apenas ruídos, e os conselhos dos
amigos, irritantes e abusivos. Só queremos ser ouvidos, como um náufrago
clamando por socorro em meio à tempestade.
Então,
querido (a) amigo (a), diante do seu apelo, me disponho a ser como nuvens,
silenciosas e receptivas. Permita que meu silêncio profundo se una ao seu,
criando um espaço de paz e serenidade. Que essa tranquilidade invada seu
coração, trazendo-lhe conforto e esperança.
Cisão,
ruptura, parada... não são o fim do caminho. Podem ser apenas o fim de um
caminho e o começo de outro. Mas que este novo caminho não seja apenas uma
repetição do antigo. Seja o começar propriamente o novo. A nova terra que você
encontrou, por menor que seja, é um refúgio. E assim, em breve, você terá
coragem e entusiasmo suficientes para voltar a navegar pelos mares da vida, com
as suas maravilhosas tempestades e, também, com suas fabulosas ondas gigantes.
Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, ao Vale do Mirante, no dia 5 do mês das festas de São João - o rebelde que clama no deserto ou aquele que Jesus mais amou, tanto faz, são santos - passados 2014 anos da chegada da Luz que Ilumina o Mundo.
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