Segredos Revelados – Capítulo 1


Você na minha vida e ela sem você

 

Quando você se vai, é como se estrelas penetrassem nos meus olhos e tudo se tornasse preto. Então, na escuridão, escuto o bater do seu coração e assim sei que não estou perdido. Tenho você, mesmo que distante, guiando-me de volta para os seus braços e à luz da vida.

 

Quando sou eu que parto, deixo com você o meu coração. Penetro na neblina fria e rasgo o cosmo com um grito de dor. Então, as estrelas se encolhem com medo, deixando a noite mais escura. E os gatos, saindo de cena, deixam de mirar a lua e, assim, até ela se vai.

 

Em plena escuridão, sem coração para ouvir o seu, resta-me como guia o perfume que exala da sua alma. Então, retorno à nossa casa e, quando nos encontramos, nossas energias se misturam, nossas almas cantam a melodia do universo em infinitos versos.

 

Na sua presença, nossos corpos se banqueteiam no que há de mais puro e sublime. Os versos não são suficientes para descrever o encantamento do nosso encontro; a poesia pede perdão e se recolhe na prosa mais simples. Duas palavras dizem tudo: eu e você.

 

Na sua ausência, nossas almas ficam inquietas e aflitas, esquecendo sua natureza transcendental no tempo e no espaço. Sofrem tolamente como almas apaixonadas. Então, o céu chora, e pingos de chuva fertilizam a terra.

 

Na sua presença, tudo ganha um novo sentido, de existir, de representar e de unir. Então, até as flores, mesmo em ramos partidos, possuem alegrias para colorir o cosmo e perfumar os caminhos dos amantes.

 

Na sua ausência, tudo perde o encanto; não vejo razão para o movimento. Então, o vento cessa de chegar de todas as direções e silencia a noite e o dia. Quem sou eu sem você? Se és o ar que respiro, o sonho de vida que não tinha?

 

Nada mais há a dizer sobre você e a minha vida sem você. Fecho os olhos interiores e abro, ao máximo, tudo que me faz contemplar a natureza inteira, sentir seu abraço, seu calor, seu sorriso e ouvir sua voz dizendo baixinho: "Deixe de besteiras, eu te amo."

 

Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, ao Vale do Mirante, 25 de outubro do ano de dois mil e doze da revelação da Luz do Jesus.


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