Segredos Revelados – Capítulo 7


Da Expulsão do Paraíso ao Trono de Deus

 

Ele fora expulso do paraíso e jogado em um mundo com tanta luz que de imediato lhe cegaram os olhos. O ar entrou nas suas narinas pela primeira vez lhe revelando o sentido da dor. E assim, deu o seu grito primeiro e fez todos felizes. Ele sobreviveu à passagem pelo portal. Sua mãe sorriu aliviada. O seu pai abraçou a todos e chorou de alegria.

 

Tudo lhe era estranho, mas não sentiu medo. Esse era um sentimento que ele não trouxera do paraíso; teria de descobrir aqui, na terra dos estrangeiros que se diziam seus familiares. Como não sentia medo, foi acolhido e proclamado como o símbolo vivo do amor. Seu primeiro sorriso foi anunciado como a face de Deus.

 

O amor, acolhido como o contrário do medo, foi revelado na expulsão do paraíso do filho criado. E como cada um dos estranhos também fora expulso, todos se reconheceram filhos de Deus, irmãos com um mesmo Pai nos céus. A grande revelação, escondida pelos doutores da lei – o semblante de Deus está no sorriso de uma criança e Deus é Pai –, agora era do conhecimento de todos.

 

Os profetas haviam sido contrariados ao anunciarem que Deus revelaria o seu semblante em um messias. Estava tudo ao contrário.  Deus revela incessantemente a sua face em cada sorriso de uma criança recém-nascida.  A cada novo nascimento de uma criança, é anunciado ao mundo: Deus está entre nós!

 

A identificação foi imediata. Deus é amor. Deus é amor que se faz presença na relação entre dois amantes. Deus é o terceiro incluído entre dois. O que está no vazio dos dois. Assim a apreensão da presença de Deus se faz na trindade.

 

No Deserto do Egito foi proclamado que Deus está na relação entre os Deuses Ísis e Osíris que resulta no nascimento do Deus Filho – filho dos deuses amorosos.  No Deserto da Judeia, sob o domínio da paz romana, foi revelado aos eleitos que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Mas, logo o símbolo do Amor revela a outra face da mesma moeda. Ele é todo amor, não tem medo, logo é livre e faz o que é proibido nas leis dos velhos doutores. Entretanto os pais, os familiares, a escola, o hospital, as entidades civis e militares, todos – mais cedo ou mais tarde - se opõem a esta liberdade. É preciso obedecer, acatar os limites das regras escritas ou não. E assim Ele se descobre humano e ora para a vinda do Deus libertador. Entretanto, mais uma vez é contrariado e lhes oferecem a presença do Deus consolador.

 

Por fim: para que Ele não esquecesse a condição humana, foi erguido pregado em uma cruz e lá, em um último suspiro, Ele entregou em definitivo a sua VIDA a vontade de Deus. Dizem que neste momento o céu chorou fertilizando o deserto e a esperança ressurgiu nos corações dos pobres em espírito.

 

Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, ao Vale do Mirante, 28 de novembro de 2012 da Revelação do Cristo.

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