Loggia 04 – O nascimento de um novo obreiro

 É lugar comum o fato de que para o nascimento de uma vida nova há a necessidade da morte da vida atual. A semelhança do que se observa quando do nascimento de uma nova planta: a morte de uma semente.

 Es lugar común el hecho de que para el nacimiento de una nueva vida existe la necesidad de muerte de la vida actual. La similitud es lo que se observa como el nacimiento de una nueva planta: la muerte de una semilla.

 Nesta linha de pensamento é que as organizações iniciáticas, em geral, promovem sessões ritualísticas destinadas à recepção de novos associados em que se faz a representação simbólica da morte do homem velho que propiciará o nascimento de um novo obreiro.

 En esta línea de pensamiento es que las organizaciones iniciáticas, en general, promueven sesiones ritualísticas con la intención de recibir nuevos miembros en que se hace una representación simbólica de la muerte del hombre viejo que propiciará el nacimiento de un nuevo trabajador.

 Nos livros sagrados o nascimento de um filho especial de Deus – um mensageiro que escuta o Logos ou que o embarca - é marcado com um grande derramamento de sangues de inocentes, promovido não para propiciar o nascimento, mas para impedir a luz do Ser em favor do reino do Ter. Este é um sinal que vem debaixo.

 En los Libros Sagrados, el nacimiento de un hijo de Dios - un mensajero que escucha el Logos o que lo junta - está marcado por un gran derramamiento de sangre de gente inocente, promovido, no para propiciar el nacimiento, sino para impedir la luz del Ser a favor del reino del Tener.  Esta es una señal que viene de abajo.

 Assim, é que na época do nascimento de Moshé, no Egito, houve a ordem do Faraó: “Jogai no rio todo o menino que nascer”. Semelhantemente, na época do nascimento de Yeschua, o rei Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos nascidas na cidade de Belém e em todo o seu território.  

 Por ello es que en el momento del nacimiento de Moisés, en Egipto, hubo la orden del Faraón: "Ahogaréis en el río, todo niño que ha de nacer." Del mismo modo, en el momento del nacimiento de Jesús, el rey Herodes ordenó matar a todos los niños menores de dos años nacidos en la ciudad de Belén y en todo su territorio.

  Os que não foram iniciados no conhecimento do sagrado tendem a ler e interpretar estas passagens como relatos exatos de fatos históricos. Quando não encontram evidências científicas da existência dos mesmos, em geral, negam o valor da mensagem. Todavia, a existência do mar de sangue nos textos sagrados não se constitui um relato exato de um fato histórico, mas de um sinal da chegada de um especial filho de Deus.

 Los no iniciados en el conocimiento de lo Sagrado tienden a leer e interpretar estos pasajes como relatos precisos de hechos históricos. Cuando no encontraron pruebas científicas de la existencia de éstos, en general, niegan el valor del mensaje. Sin embargo, la existencia de un mar de sangre en los textos sagrados no es exactamente un informe de un hecho histórico, sino una señal de la llegada de un hijo de Dios.

 Embora Deus não promova o mar de sangue quando do envio de um mensageiro, compensa o povo eleito por tantas perseguições e morte. Assim é que o Rabbi Moshé lidera a páscoa do povo eleito e lhe transmite o Livro que embarca o Logos; o Rabbi Yeschua, que encarna o Logos, transmite a nova ordem da aplicação da lei com justiça e com amor (a Lei e os Profetas) e mostra com o seu exemplo de vida o caminho da volta à casa do Pai.

 Aunque Dios no promueve el mar de sangre con el envío de un mensajero, compensa el pueblo elegido por tantas persecuciones y muerte. Lo mismo hace el Rabbi Moisés, lidera la Pascua del pueblo elegido y la transmite a la Escritura que junta los Logos, el rabbi Jesús que encarna el Logos, transmite un nuevo orden en la aplicación de la Ley con justicia y con amor (la Ley y los Profetas) y muestra con su ejemplo de vida el camino de regreso a la casa del Padre.

 Além do sinal promovido pela ira dos poderosos – o mar de sangue – encontra-se também nos livros sagrados o sinal dos céus. O sinal que vem de cima. Em geral, constitui-se do aparecimento de um astro especial e o seu reconhecimento por magos orientais com autoridade certificada. No nascimento de Yeschua vê-se a estrela de Belém. Assim, para uma fecunda leitura dos livros sagrados é necessária a posse de uma hermenêutica devidamente autorizada e um refinado senso de discernimento.

 Además de la señal promovida por la ira de los poderosos - el mar de  sangre - se encuentra también en los libros sagrados  la señal de los cielos. La señal que viene de arriba. En general, es la aparición de una estrella y su especial reconocimiento por los magos orientales con certificada autoridad. En el nacimiento de Jesús es la estrella de Belén. Por lo tanto, para una fructífera lectura de los libros sagrados, es necesaria la posición de una hermética debidamente autorizada y un refinado sentido de discernimiento.

 No Livro de Iohanan (9, 14-17) encontra-se a narrativa de como o Rabbi Yeschua aplica a lei com discernimento e como os doutores da Lei estão divididos e cegos. Ele cura um sofredor cego de nascença no sábado. Neste dia a Lei diz que não se deve trabalhar. Ele o faz sem descumprir a Lei, uma vez que a sua ação é pura misericórdia.

 El Libro de Juan (9, 14-17) se encuentra la historia de cómo el rabbi Jesús aplica la ley con discernimiento y como los doctores de la ley están divididos y ciegos. Él cura a un hombre ciego de nacimiento el sábado. En este día, la ley dice que no se debe trabajar. Él lo hace sin incumplir la ley, porque su acción es pura Misericordia.

14. Ora, o dia em que Ieschua fez a lama e abriu os olhos do cego era um Shabbat.

15. Os peruschim perguntaram novamente ao cego como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: Ele me pôs lama nos olhos, eu me lavei e estou vendo.

16. Então, alguns dos peruschim comentaram: Este homem não pode vir de Deus, pois não guarda o Shabbat. Outros diziam: Como pode um homem pecador fazer tão grandes sinais? Eles ficaram divididos.

17. Dirigiram-se, novamente, ao cego: E tu o que dizes daquele que te abriu os olhos? Ele respondeu: É um profeta.

 

14. Pues, el día en que Jesús hizo el lodo y abrió los ojos de los ciegos, era un Shabat.

15. Los curiosos preguntaron nuevamente al ciego, cómo había recuperado la vista. Él dijo: "Él me puso lodo en los ojos, me lavé y estoy viendo.

16. Entonces algunos de los curiosos comentaron: "Este hombre no puede venir de Dios, porque no guarda el Shabbat. Otros decían: ¿Cómo puede un hombre pecador hacer grandes señales? Ellos fueron divididos.

17. Dirigiánse, de nuevo al ciego: ¿Y tú que dices de aquél que te abrió los ojos? Él dijo: Es un profeta.

 Um Dia de Sol para todos nós.

 Un día de Sol para todos nosotros.

 Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, ao Vale do Mirante, 6 de março de 2008 da Revelação do Cristo.

 Tradução para o espanhol: Maria Consuelo

 

Referências básicas:

1.    A Bíblia de Jerusalém. Edições Paulinas, 1973.

2.    Uma Igreja que Acredita. Edições Paulinas, 1999.

3.    Caminhando na Estrada de Jesus. Edições Paulinas, 1996.

4.    O Evangelho de João. Jean-Yves Leloup, Editora Vozes. 2000. 

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