A Imensidão - Além do perdão
Más allá del perdón
Há um breve instante em que toda
prudência é negligenciada. Embora o medo não se tenha ido. Ao contrário,
tornou-se mais presente, maior. Avanço como quem se dirige para um abismo, e
nele me atiro com a certeza que não irei morrer. Não é uma esperança, é uma
certeza que vem de um lugar inefável.
Hay un
breve instante en que toda prudencia es descuidada. Si bien el miedo no se ha
ido. Al contrario, se hizo más presente, mayor. Avanzo como quien se dirige a
un abismo y en él me lanzo con la certeza que no moriré. No es una esperanza,
es una certeza que viene de un lugar inefable.
Há um
breve instante em que as fronteiras do certo e do errado ficam dispersas. Os
faróis se apagam, o mar é escuro e o céu fica pleno de estrelas que não
iluminam. A calmaria assusta, mas não desespera. Meu passo é lento como um
beijo que não se quer finito. A plenitude acelera o bater do coração.
Hay un
breve instante en que las fronteras del error y del acierto están dispersas.
Los faros se apagan, el mar está oscuro y el cielo pleno de estrellas que no
iluminan. La calma asusta pero no desespera. Mi paso es lento como un beso que
no quiere ser finito. La plenitud acelera el latir del corazón.
Há um
breve instante em que as palavras são dispensáveis. O silêncio revela
melhor e mais. Encontro-me em terras estrangeiras, mas não me sinto um
estranho. Encontro-me como que noutro mundo, sem ter saído deste. Encontro-me
como que totalmente protegido, como que pleno de si mesmo, embora não sabendo
exatamente quem eu sou.
Hay un
breve instante en que las palabras no son indispensables. El silencio revela
más y mejor. Me encuentro en tierras extranjeras, pero no me siento un extraño.
Me encuentro como en otro mundo, sin haber salido de este. Me encuentro como
totalmente protegido, como pleno de mí mismo, aunque no sabiendo exactamente
quien soy.
Uma
voz sem som fala ao eu que penso que sou. Ela não vem da boca e nem da
mente. Ela parece vim do coração. Ela se revela como o Eu que não sei que
sou. E por um longo instante sinto o sabor da plena liberdade que pertence a
todos os filhos de Deus.
Una voz
silenciosa me habla de lo que pienso que soy. Ella no viene de la boca ni de la
mente. Ella parece venir del corazón. Ella se revela como un Yo que no sabe
quien soy. Y por un largo instante siento el sabor de plena libertad que
pertenece a todos los hijos de Dios.
Nele
tenho a oportunidade de lembra-me que habita em mim um mestre que, embora não
diminua a importância do meu pequeno eu – meu ego centrado em si mesmo – me
convida a uma caminhada em direção ao Eu Sou.
En ella
tengo la oportunidad de recordar que mora en mí un maestro que, aunque no
disminuya la importancia de mi pequeño yo - mi ego centrado en mí mismo - me
invita a caminar en dirección al Yo Soy.
Depois
adormeço. Quando acordo, vem-me a impressão que em sonho, estive em uma terra
além dos muros da minha consciência cotidiana. Sinto ainda como que sonhado,
que na “terra além dos muros” existe uma vida desconhecida, embora não
estrangeira. E no despertar do sonho sinto-me como que recebido na casa do Pai,
como um filho bem-amado que havia partido; um filho que retorna perdoado e
abençoado à fonte da vida; um rio que retorna a fonte.
Luego me
duermo. Cuando acuerdo, me viene la impresión que en sueños estuve en una
tierra más allá de los muros de mi consciencia cotidiana. Siento aún como
soñando que en la "tierra más allá de los muros" existe una vida
desconocida, aunque no extranjera. Y en el despertar del sueño me siento como recibido
en la casa del Padre, como un hijo bien amado que había partido; un hijo que
retorna perdonado y bendecido a la fuente de vida; un río que retorna a la
fuente.
Poeta
Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 06 de fevereiro de 2010 da Revelação do Cristo.
Traducción libre al español: María
Consuelo
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